Agora vai²¹

Sim, já disse isso muitas vezes antes, mas espero ao menos dar continuidade ao blog dessa vez!

Sorte

 
 

O Dilema do Sinal de Trânsito

Seção dedicada a devaneios, reflexões e tudo que for possível de escrever numa pseudo-crônica.

Certas vezes nos deparamos com situações simplórias do dia-a-dia que nos fazem viajar e até brincar de filósofo...

Eu andava distraído e leve na rua, meio que sem rumo, numa noite tranquila e de clima agradável. Parei no sinal para atravessar a rua, já que precisava ir pro outro lado pra continuar andando em direção a lugar nenhum. O sinal se encontrava fechado. Esperei olhando fixamente para a luz vermelha da lanterna lateral, esperando ela apagar e então a verde de cima finalmente se acender. "Quanto mais a gente olha pra ela, mais ela demora a se apagar", veio um pensamento inútil na mente. A luz continuava vermelha. Parecia uma eternidade aquele momento. A expectativa fazia aumentar ainda mais a demora, e a luz parecia que ia continuar congelada, e nunca se apagar. Até que se apagou, e me pegou de surpresa. Atravessei a rua e percebí que estava tendo um acesso filosófico que agora vos escrevo:

"Na vida, quando temos um objetivo ou sonho, nem sempre conseguimos alcançá-lo de imediato. A demora ou as barreiras às vezes nos fazem olhar para o lado e decidir que tal meta é inalcançável, que tudo não passou de sonho ou ilusão. Tentamos esquecer e ser realistas, e decidir procurar um outro caminho, uma outra rua pra atravessar. Mas não importa o quanto demore, o quanto pareça que nunca vai acontecer, a lanterna do sinal sempre vai mudar. Uma hora aparecerá uma oportunidade de alcançar ou chegar mais perto da meta, basta ter paciência. Não adianta ficar encarando a lanterna, isso só faz com que ela demore mais ainda pra se apagar. O jeito às vezes é virar o rosto pro lado e evitar olhá-la, e fitar e admirar a paisagem ao redor do sinal de trânsito, prestar atenção em lugares que nunca tinha reparado, até chegar à hora de atravessar a rua."

Escrito em 4 de Outubro de 2007

 

Em meio ao bico que estou fazendo aqui na loja, sou submetido a uma louca vontade de ver meu blog. Acesso ele do PC da loja, releio meus posts e me divirto novamente com os comentários. "Não posto há muito tempo... Tá me dando vontade de postar!" Aí não dá pra controlar, mais uma vez retomaremos às postagens! Já estou estou me acostumando a esses intervalos de tempo absurdos entre uma postagem e outra, e provavelmente meus leitores (será que tem mesmo alguém aí?) também já se habituaram a isso! "Peraí, mas e se eu esquecer a senha de novo?" Aí é provável que esse rascunho de texto feito no WordPad vá direto para o lixo...

P.S.: Eu esquecí a senha de novo, mas conseguí trocar por email!

Pan do Rio 2007 (2ª Parte) - Vai Pretinha!

Final do futebol feminino do Pan do Rio de Janeiro. Maracanã lotado, cerca de 70 mil pessoas presentes, o clima de animação mais que contagiante. Lá estávamos eu, Daniel e Renato, assistindo o jogo, o tempo todo gritando o nome de uma das únicas jogadoras que sabíamos o nome:

            - Vai Pretinha!

            - Pra cima delas Pretinha!

            - Passa a bola Pretinha, passa a bola!

            No 2º tempo aparece no placar eletrônico o nome da Pretinha numa substituição.

            - Poxa, a Pretinha já vai sair? – perguntou o Renato.

            - É... Ela na verdade tá entrando no jogo agora! – reparou o Daniel, deixando a gente com uma incrível cara de tacho.

Pan do Rio 2007 (1ª Parte) - Bananas e cosméticos no Maracanã

Eu, Daniel e Renato estávamos na entrada do Maracanã, indo ver a final do Futebol Feminino do Pan 2007, quando tivemos que passar pelo detector de metais. Renato colocou sua bolsa na esteira de passagem, e o guarda perguntou:

            - Posso ver a bolsa?

            Renato abriu a bolsa e quase passei mal de tanto rir: a bolsa tinha diversos cosméticos, loções, cremes e... bananas!

            - Não acredito... Cosméticos? E você vai levar bananas pro jogo?

- É, caso dê fome.

Começando o jogo, passei boa parte do tempo imaginando se o novo telão do estádio flagraria a insólita cena de um sujeito comendo bananas em pleno Maracanã lotado...

Escrever é transceder

"Escrever é como:

Pular,

Cantar,
Pintar,
Rir
ou chorar.
É participar do mundo,
É construir uma flecha
e se lançar na eternidade.
É construção,
Desconstrução
É sentir o mundo,
e fazê-lo sentir-se.
Escrever é transceder."

Luau ou furada???
             - Vai ser ótimo! Vai ser um luau na praia, com DJ e tudo! Mais de 100 convidados!

            Foram com essas palavras que a Paula nos convenceu a ir à festa do amigo de seu namorado, em plena praia da Barra, e confesso que aceitei animadíssimo. Ainda não tinha ido a um luau, e com toda a propaganda feita pela guria, parecia imperdível!

            Mas ao chegar à praia...

            Pouco mais de 15 pessoas estavam lá. Já olhei pra ela com “aquela” cara, ao que ela logo entendeu. Também não tinha DJ. A atração musical era um sujeito estranho tocando violão, e somente vez ou outra que saía uma música realmente boa. O resto do repertório era composto por uma vasta coleção de sons parecidos com canções de ninar...

            - Isso é propaganda enganosa Paula...

            - Eu não sabia que ia ser assim, juro!

            Àquela altura, já sem saída, decidimos tentar "curtir" o momento.

            Tentamos, então, degustar da ótima parte gastronômica, que incluía em seu menu “iguarias” como: porções de queijo Polenguinho, azeitonas e pedaços de abacaxi. Tudo isso regado à “deliciosa” cerveja Itaipava.

            “Cara, que furada...”, pensava eu, enquanto devia ser tachado de anti-social pelas outras pessoas, devido à “alegria” contagiante estampada em meu rosto.

            O que salvou a noite logo depois foi poder ter a chance de mergulhar no mar de madrugada, chance rara e uma coisa sempre ótima, e ver o sol nascer do mirante da praia, uma experiência melhor ainda.

Fugere Urben veio à minha cabeça, expressão que significa Fuga da Cidade, a fuga da loucura da metrópole. É, no fim das contas, não foi uma noite tão ruim assim...

 

Dedicado à Paula, que sempre me proporcionou as mais divertidas "ciladas"!

 

Até breve!

 

 

Retorno do Blog!

            Dezenas de textos prontinhos no computador, apenas aguardando, ansiosamente, ao chamado para serem postados no Blog. Querendo atender a esse intenso desejo, decido logar no meu Blog, na esperança de acalmar a ânsia dos pobres e sofridos textos, que já não conseguiam mais conter sua ansiedade.

            Meu pc, porém, estava formatado, logo a senha já não estava mais gravada na memória do site... "Moleza", penso eu, achando que lembraria facilmente da tal senha e que poderia, finalmente postar no meu Blog, que também já sentia saudade de seus textos...

            Porém... (ah, como não suporto essa palavra... ¬¬)

            A maldita senha não entrava. Não fazia sentido nenhum, uso uma senha segura pra todas minhas contas de emails, blogs e afins, mas mesmo assim não conseguia logar...

             Várias semanas e tentativas depois, com as forças já esgotadas, acabei desistindo, e já pensava, com um grande pesar no peito, em criar um novo blog ou simplesmente abandonar o "projeto". Ia ser foda, mas ia ter que superar né?

Porém... (agora gostei! )

            Visitava hoje um site de compras online, e para me cadastrar, precisava criar um email no Bol, o mesmo tipo de email que usava no Blog para login. E finalmente vejo que a senha precisa de números! É claro, era isso que não tava lembrando! Faltavam os número na minha senha!!!

            Problema resolvido, volto aqui para postar novamente! Em breve mais posts (eles estão suplicando para serem publicados, hehehe)

 

            Até breve! 

Seguindo estrelas (ou sonhos)

            Saudades daquela época em que olhar o céu da noite tinha um significado especial: fitar as estrelas reluzentes em meio ao breu fazia-me pensar em meu sonho, em como eu queria mais que tudo alcançar a minha meta. O céu era o limite.

Ao olhar o céu hoje em dia não enxergo mais que meros pontos de luz azul. As estrelas não me dizem mais nada.

            Quando possuía um sonho, tudo na vida fazia mais sentido. Vivia em prol da futura realização. Tudo me inspirava. E ao desistir de tudo isso, a frustração foi tudo que sobrou. Nem mesmo as pequenas e banais coisas que antes diziam tanto, que tinham tanto significado, tiveram mais algum sentido. Olhar as estrelas à noite não terá mais o mesmo significado.

            A lógica que se deve tirar de tudo isso soa como clichê barato, mas não há maior verdade: Se existe realmente algum sentido na vida, esse sentido é ter, lutar e viver por um sonho ou objetivo, por mais árduo que possa parecer. Ao desistir, não se está deixando pra trás apenas um sonho; também está se deixando pra trás todas as pequenas coisas, tão belas e especiais, e todos ensinamentos que vieram junto a ele.

 

Escrito numa dessas noites em que bate a saudade de olhar

 para o céu e conseguir enxergar algo alem das estrelas...

 

Rainou Chili Peppers, Debrucks, e outras pérolas de um pinguço...

            Já tínhamos saído do Castelo das Pedras, eu, Paula e Jô, e conversávamos sentados na calçada, já exaustos àquela altura da madrugada. A Paula sentava-se numa espécie de banquinho de concreto e eu de joelhos em frente a ela, quando passa uma pitoresca figura no meio da rua:

            - O que é isso cara? Pára de se humilhar, ela não quer você! – diz um cara muito bêbado, vindo em nossa direção.

            - Não cara, ela é só minha amiga! – respondi, muito bêbado também, enquanto a Jô e a Paula começavam a cair na gargalhada.

            Como pinguços se entendem muito bem, o cara logo começou a conversar com a gente e nos contou toda sua vida. Contou que tinha namorada, mas que vinha pro baile de vez em quando pra fazer uns “enfeites” na cabeça dela.

            - Que isso cara! – exclamou a Paula, em tom de desaprovação.

            - Ah, sabe como é, a gente tem que dar uns pegas numas “debrucks” de vez em quando... – ele respondeu, já cambaleando.

            - “Debrucks”?

            - É, umas barangas – explicou.

            - Ah, sim... – respondemos, entre gargalhadas.

            Não demorou muito tempo, o cara nos apareceu com outras “pérolas” durante o papo:

            - Cara, eu adoro música! Gosto do System of a Down, 50 “Center”...

            - 50 “Center”?

            - É, adoro! – ele responde, sem reparar o tom de ironia e nem as gargalhadas da Jô e da Paula – Também adoro aquela banda... Qual o nome mesmo? São uns caras que cantam “rainou, rainou”... Ah, lembrei, “Rainou” Chili Peppers!

            Joanne e Paula quase passaram mal de tanto rir, enquanto eu, sob o efeito do álcool, demorei um pouco a entender o motivo do riso...

Foi nesse dia que conhecemos nosso amigo Rainou, que vimos muitas vezes depois lá no baile, em busca das debrucks.

Parati deixou saudade...

   

Como sempre acontece depois que volto de alguma viagem, quando voltei de Parati, no último Feriadão, fiquei com um imenso vazio...

            Saudades da cidade, do enorme fluxo de turistas por onde passávamos, de tropeçar nos enormes paralelepípedos clássicos das ruas do Centro Histórico e do clima calmo e agradável de cidadezinha pequena (apesar de bastante agitada à noite ).

Sentindo falta também do passeio de escuna (mesmo mergulhando em só uma praia) e até mesmo da quase briga que arranjamos (estávamos em “pequena” desvantagem, 8 contra 3...)

Voltar de viagem é sempre assim, não tem jeito, fica sempre aquele gostinho de saudade por alguns dias...

Por ora então deixo o mochilão ali do lado, mas já prontinho pra próxima!

                                   

  

O Misterioso Caroço de Feijão

 

Devia estar na 8ª Série, se não me engano. Sentávamos no pátio na hora do recreio eu e meus amigos, e começávamos uma animada conversa, quando reparo algo estranho no sorriso da minha amiga (que prefiro não citar o nome, pra minha própria saúde): Um misterioso e grande caroço de feijão, estampado quase como que um cartão-postal em seu dente frontal. Ao repararem, meus amigos começam a rir sem parar, assim como eu, e ela pergunta:

- O que foi?

- É que... – eu disse, tentando em vão abafar o riso – Tem um caroço de feijão enorme no seu dente!

- Sério?

- Aham...

- Engraçado... – ela disse, bem pensativa – Não lembro de ter comido feijão ontem...

Logo depois começou a “palitar” o dente com um brinco de argola, o que nos fez rir mais ainda e não esquecer a história até hoje, anos e anos depois.

Líder trucidado e nova música do Mengão

Melhor do que ver o líder São Paulo ser trucidado sem perdão pelo Mengão na quinta-feira (trucidado sim senhor, afinal foram 68.000 contra 11!), do que saber que os fregueses cariocas vão ser passados pelo Mais Querido e do que ver vascaínos andando cabisbaixos e admitindo a superioridade do Fla, é ver um novíssimo cântico ser entoado pela maior torcida do mundo em pleno Maior do Mundo, lotado! E em homenagem a essa torcida mais-que-perfeita, esta aí a música, usando o ritmo do "Tema da Vitória":

 

"É, time de tradição
Raça, amor e paixão
Ao meu Mengão

Eu
Sempre te amarei
Onde estiver, estarei
com meu Mengão"

 

Escreveu um Flamenguista feliz!

Primeiro Post! 128º Blog, se não me engano...

            Mais um Blog! Se minha memória não falha, este já deve ser meu 128º blog, e provavelmente esse vai ser mais um projeto que vai afundar, mas vamos em frente! Agora, as dificuldades que sempre fizeram meus outros blogs morrerem na praia:

1) Assuntos. Sempre tive dificuldade de me prender a apenas um determinado assunto: não sabia se escrevia crônicas, recordações, anotações como num simples diário, se eu devia me especializar em escrever sobre um assunto específico...

Solução: Escrever sobre tudo, quando e do jeito que eu quiser, sem me prender a uma fórmula! Assunto resolvido!

2) Nomes. Problema que se relaciona muito ao tópico 1: Se decidisse colar algo como “Memórias de...” me prenderia somente a memórias, não poderia escrever qualquer coisa que quisesse. Se colocasse um título relacionado a Futebol, por exemplo, teria que me especializar demais no assunto...

Solução: Ser o mais simples possível: BLOG DO SALLES! Sim, o nome é inspirado (ou copiado) naquele comercial do Nextel, Blog do Pimentel, e serve muito bem pra abranger um monte de assuntos! Não é brilhante, mas tá valendo!

Problemas resolvidos, também decidi compactar mais os textos dessa vez. Os antigos textos se estendiam demais, e as pessoas deviam perder a paciência logo na metade...

Agora é só esperar pra ver até quando esse Blog sobrevive!

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